"Às vezes nos seus sonhos mais escuros você sentirá a dor que lhe freqüenta
As lágrimas silenciosas dos seus medos ocultados vêm para freqüentá-los mais uma vez
Lutar pelas memórias do sonho eterno
Lutar pelas terras silenciosas sobre asas livres da glória
Podemos seguir para sempre com a escuridão bem distante
E os guerreiros que vivem lutando sempre até o final"
Carta aos Mortos
(Affonso Romano de Sant´Anna)
Amigos, nada mudou em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho tomba morto
por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas, em matéria de amor,
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais,
testando a engrenagem e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto,
com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera chega
pontualmente, cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros e a
formação das galáxias não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem e as formigas e abelhas continuam fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas, discutimos futebol na esquina,
morremos em estúpidos desastres e, volta e meia,
um de nós olha o céu quando estrelado com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração, insolente, continua a achar que vive no ápice da história.
Pode ser também só mais um punhado de palavras pescadas em alguma página perdida...
Mas como é bom encontrar um olhar novo nos amigos em volta...
Lucas
As lágrimas silenciosas dos seus medos ocultados vêm para freqüentá-los mais uma vez
Lutar pelas memórias do sonho eterno
Lutar pelas terras silenciosas sobre asas livres da glória
Podemos seguir para sempre com a escuridão bem distante
E os guerreiros que vivem lutando sempre até o final"
Carta aos Mortos
(Affonso Romano de Sant´Anna)
Amigos, nada mudou em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho tomba morto
por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas, em matéria de amor,
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais,
testando a engrenagem e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto,
com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera chega
pontualmente, cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros e a
formação das galáxias não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem e as formigas e abelhas continuam fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas, discutimos futebol na esquina,
morremos em estúpidos desastres e, volta e meia,
um de nós olha o céu quando estrelado com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração, insolente, continua a achar que vive no ápice da história.
Pode ser também só mais um punhado de palavras pescadas em alguma página perdida...
Mas como é bom encontrar um olhar novo nos amigos em volta...
Lucas

9 Comments:
Não entendi muito, mas gostei. =}
Tipo... as coisas continuam mesmo iguais por essas bandas. Continuo duvidando que os próximos à dominar a terra entenderão porque desaparecemos. E eles também chegarão um para os outros e falarão: "É por isso que os humanos desapareceram: cabeça grande, cérebro pequeno".
Agora eu vou alí imaginar o tamanho da cabeça desses seres...
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Muiiiittoo pawww... O primeiro texto seu, em que vi muito do "meu estilo" empregado! Me senti o proprio escritor! Pode ter sido um sentimento único, mais bem em comum! Não que você se adaptou a assencia, mais sim, conhecidentemente o fez! Muito bom cara.. continua assim!! ;***
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh
huhuhahah
fala rapaz!
gostei desse texto!
pode crer! nada mudou...
assim.. hauhaha
algumas coisas mudaram, maas...
no geral (que eh o que interessa)...
mudou mermu n! =P
hauuhauha sei la.. tou morrendo de sono!
depois comento lúcido! =P
faloow! abraço!
ontem foi meu niver..
e vc num dissi NADA
¬¬
pensei que era pra comentar sobre o texto
ai ai
;}
Como assim seus textos são ruins?!
Nada disso... dei valor ;]~~
Trate de gostar tbm.. keoekoekek
;************~~
Oi Lucas!
Amei todas as tuas palavras, é bom saber que no mundo ainda existem pessoas tão criticas e maravilhosas como vc!
É muito bom ter uma pessoa como vc na vida, mesmo que longe, mais tão inteligente e centrado!
Um xeru!
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