10/03/2006

Blaset

Querendo estar morto
Quando a Esperança se foi
Ele odeia a vida
Quando os dias são de tempestade...

Cansado de estar vivo
Quando todos já se foram
Perdeu suas esperanças...
Ele sente o choro do Anjo...

E agora ele luta contra a depressão
Que brinca com a sua cabeça...
Desejando estar morto
Reza para as Trevas lhe chamarem...

Eu estarei sempre ali para lhe lembrar
De quem você é
Seu mundo está mudando
Mas você ainda é o mesmo

Ele sente a dor mas está com medo de chorar
O tempo todo, desesperado
Esconde as lágrimas

Sua vida é entediante
E ele conta os dias
Seu Tempo está acabando
E a Vida nunca, nunca será a mesma

Cante uma canção desconhecida
Envenenando com Esperança que te machuca
Plante mais lembranças na sua vida
A Morte está lhe chamando (Agora ou Nunca)

Nada além do Amor é o que parece
Aprecie a quem tu amas antes que os perca
Toda a sua dor na sua prece
A vida é curta
É hora de encontrar redenção!

9/30/2006

Leopoldo Heitor e Ana Beatriz

Depois de algum tempo sem postar por aqui, quis criar uma historinha, com a intenção de ser divertida.. Não sei se ficou... ;]

Poldinho & BiBiH

- Vc quer uma halls?
- É de quê?!
- Uva verde...
- Ah, quero sim!
(...)

Assim começou a história de Ana Beatriz (mais tarde apelidada de BiBiH, como veremos...) e Leopoldo Heitor (após alguns anos de vida será "renomeado", apenas seus parentes realmente lembrarão de seu nome... E então passará a ser chamado, pro mundo e pra Eternidade, de Cheira-Pinta... traumas pessoais, sabe como é? num capítulo futuro falaremos desses traumas em especial!)...
Ela, recém-chegada de Sousópolis, uma cidade de interior no meio do nada, onde Jesus perdeu suas meias. Sim, Jesus perdeu suas meias, quê que tem?! Afinal: por que só Judas tem direito de perder algo? Jesus era humano!
E Leopoldo, ahn... Bem, ele... ele sempre foi daqui sabe?! Podemos falar dele um pouco e já teremos falado dele tudo que se tinha pra falar, mas, pra resumi-lo bem, em poucas palavras: Era um garoto perturbado!
Acho que já começou pela escolha do nome do elemento... O que será que ele fez a essa mãe durante a gravidez pra receber esse nome?! A certidão de nascimento já foi a primeira questão bizarra no que se trata dele...
Afinal, Poldinho (como era chamado carinhosamente pelo seu pai, Gastão) sempre foi um garoto estranho... Seus pais trabalhavam muito, só chegavam tarde da noite, e tinham pouquíssimo tempo pra desfrutar do seu crescimento...
Que crescimento, aliás? Afinal, ele não teve infância... tudo devido às suas crises de gripe constantes... Sabe aquelas doenças que só se pega uma vez na vida?!
Ele pegou 3 delas SEGUIDAS... Ficou um mês no caminho Banho-Cama...
Por essa razão... Ele não aprendeu coisas básicas, fundamentais de todas as crianças de sua idade... Ele nem saía pra fora do portão, com medo de que um resfriado o fizesse retornar ao ciclo Banho-Cama!
Desses momentos, a coisa boa que veio foi a espécie de Dom que ele adquiriu: Saber sua temperatura sem medi-la com o termômetro.. Só com o toque da mão!
Sua mãe lhe disse que era o destino agindo para que ele fosse médico na África, num povoado tão pobre que nem sequer existissem termômetros...
Ele era O estranho da rua.. Dele pouco se sabia, pouco se ouvia, pouco existia...
Ele não tem memórias desses tempos, ele não soube nadar, não soube assobiar, não soube andar de bicicleta...
Cruel a vida de Poldinho nesses tempos, não é mesmo?!
Quando nasceu, ainda no berçário do hospital, seu pai, Gastão, agiu da forma mais sincera quanto ao nascimento de seu filho, mas desde já tenham uma idéia da beleza do indivíduo: Ele tem carinha de joelho, não é?
Foram essas as exatas palavras do pai.. Mas, apesar de ter sido meio frio, ou da criança ser meio feia, disse uma verdade: que criança não nasce com cara de joelho, me diga?!
O povo mente dizendo que é o nenê mais lindo que já viu... acho que é pra fazer valer os nove meses que permaneceu dentro da barriga da mãe... E após as dores do parto, é o mínimo que se pode dizer quanto à criança né?!
Aliás: O que dói mais: um chute no saco ou um parto?! É pra se pensar essa, hein!?
Verdade ou não, a carinha de joelho de Leopoldo nunca apareceu em fotos... Até o elemento completar um ano de idade.. Até então, só sabia-se de fotos dele dentro do berço ou dentro do carrinho... NUNCA aparecendo... Estranho, não!?

Bem, da história de Poldinho e BiBiH, pouco falei ainda né?!
Mas acredito que seja uma introdução necessária essa !
;}
Contem o que vocês acharam, okay!?
Se gostarem, eu continuo..
^^

Lucas

9/23/2006

Esse blog tá começando a se manter em desuso ..
Essa semana raras vezes vim até aqui,
e mais raras vezes com a intenção de postar!

Meio ocupado sabe?
Espera passar a semana de provas, e voltarei à postar por esse blog pra lá de tosco! XD

"Existe um mundo.
Em termos de probabilidade, isso é algo que esbarra no limite do impossível.
Teria sido muito mais fidedigno se, por acaso, não existisse nada.
Nesse caso, ninguém teria começado a perguntar por que não havia nada."

"Precisa-se de bilhões de anos para criar um ser humano.
E ele só precisa de alguns segundos para morrer."

"Se existe um Deus, ele não só é um ás em deixar vestígios, mas, sobretudo, um mestre em se esconder.
E o mundo não é dos que falam além da conta.
O firmamente continua calado.
Não há muito mexerico entre as estrelas.
Mas ninguém ainda se esqueceu da grande explosão.
Desde então, o silêncio reinou ininterruptamente, e tudo o que existe se afasta de tudo.
Ainda é possível topar com a Lua.
Ou com um cometa.
Não espere que o recebam com amáveis clamores.
No céu não se imprimem cartões de visita."

Trechos do Manifesto, espécie de livro dentro do livro Maya, de Jostein Gaarder...
Aliás, adoro os livros dele!
Apesar de seus capítulos serem de 30 pra 40 páginas..
E já ter visto, mais de uma vez, parágrafos que duram mais de uma página!!
Vale a pena ler, sabe?

Lucas

9/14/2006

After a While...

Pois é cara..

Na internet circulam altos textos viajantes, o que eu posso dizer por experiência própria, porque eu mesmo recebi já três e-mails diferentes falando sobre o Caso da cobra no parque da McDonald's e ter sido esse o motivo dela ter fechado em cada cidade falada no e-mail... Natal, Taubaté e em Nova Iorque...
E essas mudanças de história já são comuns, tô acostumado à não confiar nesses e-mails que me enviam, tidos como "verdades por trás dos bastidores", a "verdadeira história de ..."...
E agora um caso de apropriação indevida e, ironicamente, pós-morte...

O autor da vez é o nosso conhecido Will Shakespeare... Tá, também concordo, altas obras dele são plágios, e algumas apenas reedições melhoradas...
Porém, acho que a galera também concorda que, o que faz o texto dele ser perfeito, são as falas das personagens, os pensamentos do autor... Os enredos são bons, mas somente os de Shakespeare, dentre tantas outras, ficaram pra eternidade...
Apesar de ser corriqueiro do jovem Will fazer uso dessa prática, acho que, agora ele Rest in peace... ou in pieces.. ele não deve fazê-lo não é!?

Mas fez ! É sempre o mesmo e o mesmo novamente!!!

O texto chama-se After a while... :
"After a while you learn the subtle difference between holding a hand and chaining a soul and you learn that love doesn't mean leaning (...)" .

Ou, mais conhecido por aqui como Aprender:
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, A sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, E que companhia nem sempre significa segurança (...)" ...

E esse texto, circula pela net como se fosse de autoria de Will... O que, aliás, além dos vários sonetos e as peças mais conhecidas do rapaz, nunca tinha visto um texto de auto-ajuda ...

O texto foi escrito em 1971, por Veronica Shoffstall, que ela escreveu aos 19 anos, porém o que eu recebi, o Aprender realmente, já também foi modificado, pela jovem Camila de Lima (mora no interior do Paraná, em União da Vitória, 15 anos...) que fez uma homenagem à uma amiga, uma data especial, e misturou à tradução da obra de Veronica, alguns trechos de Vinícius de Moraes, Paulo Coelho, Fernando Pessoa, entre outros...

Ficou com certeza uma homenagem bonita, o poema em si é muito bonito, mas não é de Shakespeare! Pra ganhar talvez certa credibilidade foi então dito pertencer ao rapaz... E isso já deu história pra contar, faz algum tempo!!

Aqui está uma declaração da autora: "This poem has been plagiarized, bastardized, renamed, reworded, redesigned, expanded and reduced. But it is my work, which I wrote at the age of 19 and had published in my college yearbook. Why anyone would want to claim it is beyond me, but for what it's worth, I wrote it, and if I'd known it was going to be this popular, I'd have done a better job of it." - Veronica Shoffstall...

A Camila também se defendeu já de acusações anteriores quando falou em público sobre as modificações na obra, em busca de melhorá-la, adaptá-la à data especial...:
"Segundo, a versão dita distorcida e alongada do texto, fora escrita sem o menor propósito de má-intenção, a mais ou menos um ano atrás, é de minha autoria, e não passou de uma carta que eu escrevi a uma grande amiga para homenagear uma data especial. Como ele foi parar aí e quem o encaminhou, eu não tenho a menor idéia! Porém é verdade sim que o texto não passa de uma coletânea, eu apenas fiz uma pequena reunião do que eu mais gostava sobre Paulo Coelho, Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa e outros que a fraca memória não me permite citar agora, com base no texto de Shakespeare, mais alguns resquícios completamente originais de lições de vida,e ficou assim."

Deve ser frustante você trabalhar numa obra e vê-la na net como de outra pessoa...

Lucas

9/09/2006

"Às vezes nos seus sonhos mais escuros você sentirá a dor que lhe freqüenta
As lágrimas silenciosas dos seus medos ocultados vêm para freqüentá-los mais uma vez
Lutar pelas memórias do sonho eterno
Lutar pelas terras silenciosas sobre asas livres da glória
Podemos seguir para sempre com a escuridão bem distante
E os guerreiros que vivem lutando sempre até o final"

Carta aos Mortos
(Affonso Romano de Sant´Anna)


Amigos, nada mudou em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho tomba morto
por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas, em matéria de amor,
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais,
testando a engrenagem e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto,
com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera chega
pontualmente, cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros e a
formação das galáxias não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem e as formigas e abelhas continuam fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas, discutimos futebol na esquina,
morremos em estúpidos desastres e, volta e meia,
um de nós olha o céu quando estrelado com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração, insolente, continua a achar que vive no ápice da história.




Pode ser também só mais um punhado de palavras pescadas em alguma página perdida...









Mas como é bom encontrar um olhar novo nos amigos em volta...

Lucas